CLIMA

El Niño tem mais de 90% de chance de persistir até 2027, diz Inmet

Documento elaborado por órgãos federais indica possibilidade de um El Niño muito forte, com impactos sobre chuvas, temperaturas e agricultura no Brasil

Foto: Jonathan Campos/AEN.
Foto: Jonathan Campos/AEN.

O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) divulgou na última segunda-feira (29) o primeiro boletim de monitoramento do El Niño em 2026. O documento foi elaborado em conjunto com o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), a Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA), o Centro Nacional de Monitoramento e Alerta de Desastres Naturais (Cemaden), o Serviço Geológico do Brasil (SGB) e a Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil (Sedec).

Segundo o boletim, as condições observadas em junho mostram um padrão característico do El Niño, com uma faixa de águas mais quentes no Oceano Pacífico Equatorial. Próximo à costa da América do Sul, a temperatura da superfície do mar apresenta anomalias superiores a 2°C.

Confira:

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Previsão para os próximos meses

A previsão climática para o trimestre de julho a setembro indica chuvas acima da média em áreas da Região Sul e precipitações abaixo da média no centro-norte do país.

Os modelos também apontam maior probabilidade de temperaturas acima da média durante o segundo semestre de 2026, cenário que pode favorecer a ocorrência de ondas de calor e incêndios florestais.

De acordo com o boletim, há probabilidade superior a 90% de permanência do El Niño até, pelo menos, o início de 2027. Os modelos indicam ainda possibilidade de um El Niño muito forte entre a primavera e o verão, quando as anomalias da temperatura da superfície do mar no Pacífico Equatorial podem superar 2°C.

Monitoramento e impactos

Os órgãos responsáveis informaram que o boletim será atualizado mensalmente para acompanhar a evolução do fenômeno e subsidiar ações dos governos federal e estaduais.

O documento destaca a importância do monitoramento contínuo dos possíveis impactos sobre a agricultura, os níveis de rios e reservatórios, além dos riscos de inundações e deslizamentos. Também recomenda o acompanhamento das orientações da Defesa Civil Nacional sobre medidas de prevenção.

Segundo os órgãos envolvidos, a atuação coordenada entre instituições e diferentes níveis de governo é considerada fundamental para reduzir os impactos do El Niño sobre a população e apoiar o planejamento de ações de resposta.

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