A CONTA DO BOI

Como fazer uma gestão eficiente de custos da fazenda? Especialista dá dicas

Gustavo Sartorello resume a série "A Conta do Boi" com 10 conselhos práticos de gestão estratégica e libera ferramenta gratuita para controle financeiro

Foto: Pixabay.
Foto: Pixabay.

No encerramento da série A conta do Boi, o zootecnista Gustavo Sartorello consolida meses de educação financeira em um guia estratégico para o pecuarista. A mensagem central é clara: a gestão eficiente de custos não é um evento isolado, mas uma postura profissional que separa o produtor amador do gestor lucrativo.

Para Sartorello, dominar os números é a única forma de não ser dominado por eles. “A conta do boi não perdoa”, alerta o especialista, enfatizando que a atitude do gestor é o que dá vida às ferramentas de controle.

Confira:

Os pilares da gestão profissional

A eficiência começa com a organização mental e documental do negócio. Sartorello destaca conselhos fundamentais para estruturar a saúde financeira da propriedade:

  • Rotina de gestão: é o conselho mais poderoso. Gestão exige o hábito diário de anotar, classificar e revisar. A disciplina é mais importante que a ferramenta.
  • Separação de custos: organizar as despesas em fixas (o que a fazenda custa para existir) e operacionais (o que gasta para produzir). Isso evita “acelerar o carro sem olhar o combustível”.
  • Fluxo de caixa como farol: entender o fluxo de caixa permite antever quando o recurso faltará, permitindo reações preventivas em vez de tardias.
  • Planejamento gradual: começar projetando um mês, depois três, até chegar ao planejamento anual. Planejar é antever riscos e oportunidades.

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Indicadores e a realidade econômica

Para uma gestão estratégica, o produtor deve encarar números que muitas vezes são negligenciados, mas que corroem o patrimônio silenciosamente:

  • Depreciação e custo de oportunidade: ignorar a depreciação é se iludir com um lucro inexistente. Além disso, o gestor deve comparar o retorno da pecuária com o mercado financeiro; se não render o mínimo esperado, o negócio precisa de correção.
  • Uso de indicadores: transformar dados (por cabeça, por hectare, por arroba) em informações que eliminam o “achismo” e o ruído do mercado.
  • Categorização do rebanho: saber exatamente quantos animais existem em cada categoria e quanto cada um representa no resultado final.

Investimento responsável e capacitação

O especialista reforça que a gestão também passa pelas pessoas e pela separação entre família e empresa. Despesas de “vaidade” ou gastos pessoais misturados ao caixa da fazenda destroem o resultado.

Como a pecuária é multidisciplinar, o gestor deve ter profissionais capacitados ao seu lado em áreas como nutrição, reprodução e mercado. “O bom gestor não sabe tudo em profundidade, mas sabe o suficiente de cada área para tomar as decisões certas”, afirma Sartorello.

Para consolidar esse conhecimento, o zootecnista disponibilizou a Planilha da Conta do Boi. Para recebê-la, o produtor deve entrar em contato com o especialista pelas redes sociais ou e-mail [email protected] com a frase “A conta do boi”.

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