
O Brasil completa, em 2026, 20 anos sem registros de febre aftosa. O país não identifica focos da doença desde 2006, quando os últimos casos foram registrados no Paraná e em Mato Grosso do Sul.
O marco ocorre um ano após o reconhecimento internacional do Brasil como país livre de febre aftosa sem vacinação. Apesar da conquista, especialistas apontam que a vigilância sanitária precisa ser mantida.
O Uruguai, por exemplo, chegou a obter o certificado internacional de livre de febre aftosa sem vacinação, mas voltou a registrar ocorrências da doença e retomou a imunização, que permanece em vigor.
Casos recentes reforçam o alerta
Em abril deste ano, a China confirmou dois focos da doença em duas províncias. Mais de seis mil bovinos estavam envolvidos, e 219 animais apresentaram sintomas.
Na Europa, a Eslováquia registrou, em março do ano passado, o primeiro foco após 50 anos sem ocorrências. O caso foi identificado em uma fazenda com 1,4 mil animais.
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Preparação para futuras emergências
A febre aftosa é uma doença viral que afeta bovinos, suínos, ovinos e outros animais de casco fendido. A enfermidade apresenta rápida disseminação e provoca impactos econômicos devido aos custos de contenção e às restrições comerciais.
A Bolívia recebeu a certificação internacional de país livre de febre aftosa sem vacinação há duas semanas. Argentina e Paraguai seguem sem registros recentes, mas mantêm a vacinação dos rebanhos.
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