FEEDLOT SUMMIT BRAZIL

Ultrassom em bezerros: entenda como ferramenta está antecipando os resultados na engorda

A tecnologia já identifica animais superiores na desmama e direciona estratégias produtivas. Assista ao vídeo

Ultrassom em bezerros: entenda como ferramenta está antecipando os resultados na engorda
Ultrassom em bezerros: entenda como ferramenta está antecipando os resultados na engorda

A ultrassonografia de carcaça tem sido uma grande aliada da pecuária de corte, permitindo identificar precocemente animais com maior potencial de rendimento e qualidade de carne. Estudos recentes demonstram que essa tecnologia pode antecipar decisões na recria e na terminação, direcionando estratégias de manejo e nutrição desde a desmama. Assista ao vídeo e confira.

A novidade foi apresentada pelo professor Roberto Sainz, da Universidade da Califórnia (EUA), durante o Feedlot Summit Brasil.

O especialista explicou como a avaliação de carcaça ainda na fase jovem do animal pode prever características importantes para a engorda e o abate, otimizando o sistema produtivo e aumentando a eficiência da pecuária brasileira.

Ultrassonografia revela animais superiores já na desmama

Monitor mostrando a característica da carne do bovino durante a ultrassonografia de carcaça. Foto: Reprodução/Giro do Boi
Monitor mostrando a característica da carne do bovino durante a ultrassonografia de carcaça. Foto: Reprodução/Giro do Boi

Embora a ultrassonografia de carcaça já seja utilizada há mais de 20 anos no Brasil, seu uso estava principalmente restrito à seleção genética de reprodutores.

Agora, com a evolução da tecnologia, foi possível verificar que as características superiores dos bovinos na fase de terminação já se manifestam desde a desmama.

Segundo Sainz, essa descoberta pode revolucionar o planejamento da recria e da engorda, pois permite:

Identificar bezerros com maior tendência ao acabamento precoce
Selecionar animais com maior rendimento de carcaça e marmoreio
Direcionar estratégias nutricionais para cada perfil genético
Aprimorar a eficiência alimentar e reduzir custos de produção

Na prática, o ultrassom permite visualizar características fundamentais, como área de olho de lombo (AOL) – que influencia diretamente o rendimento de carne –, espessura de gordura subcutânea e nível de marmoreio, fatores essenciais para o mercado de carne premium.

O papel da inteligência artificial na tomada de decisão

Procedimento de ultrassonografia de carcaça no curral da fazenda. Foto: Reprodução/Giro do Boi
Procedimento de ultrassonografia de carcaça no curral da fazenda. Foto: Reprodução/Giro do Boi

Outra inovação destacada por Sainz foi o uso de inteligência artificial (IA) e visão computacional para aprimorar a análise dos dados.

O especialista explicou que câmeras 3D e algoritmos avançados estão permitindo uma leitura cada vez mais precisa da carcaça, reduzindo a subjetividade das avaliações visuais.

Tradicionalmente, a seleção de animais para a engorda era feita com base na experiência dos técnicos e pecuaristas, mas esse processo pode variar conforme a percepção de cada profissional.

Com a IA, os sistemas aprendem a reconhecer padrões de acabamento e desempenho, tornando a tomada de decisão mais objetiva, escalável e eficiente.

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Precocidade de acabamento e fertilidade estão conectadas

Um dado que chama a atenção é a relação entre precocidade sexual e precocidade de acabamento. Segundo os estudos apresentados, as novilhas que apresentam melhor deposição de gordura na ultrassonografia também tendem a emprenhar mais cedo, o que impacta diretamente a eficiência do rebanho.

Hoje, muitos sistemas produtivos já trabalham para que as novilhas tenham o primeiro bezerro aos 24 meses, algo impensável há duas décadas.

Com a ultrassonografia, o produtor pode antecipar a escolha das fêmeas mais aptas para reprodução, aumentando a taxa de prenhez e melhorando o retorno financeiro da fazenda.

Menos erros, mais eficiência na pecuária de corte

Detalhe da carcaça das novilhas no frigorífico. Foto: Divulgação
Detalhe da carcaça das novilhas no frigorífico. Foto: Divulgação

No cenário atual, onde o mercado de carne exige carcaças de alto padrão, teor de gordura adequado e rendimento superior, tecnologias como a ultrassonografia e a inteligência artificial vêm para ajudar os pecuaristas a tomar decisões mais precisas e reduzir perdas na produção.

“Nosso objetivo é errar menos e acertar mais. Quanto mais informações tivermos sobre os animais, maior será nossa eficiência produtiva e econômica”, conclui Roberto Sainz.

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