DICA IMPORTANTE!

Como escolher a forrageira para silagem? Veja a orientação de especialista

Zootecnista analisa as exigências de valor energético para o volumoso, alerta sobre o risco de receitas prontas e aponta o potencial do milheto regionalizado como estratégia para o caixa e para o solo

Lavoura de sorgo. Foto: Reprodução/Giro do Boi
Lavoura de sorgo. Foto: Reprodução/Giro do Boi

A pecuarista Sabrina Sanches, do município de Rondonópolis, em Mato Grosso, deseja intensificar a sua produção e buscou a orientação de um dos nossos especialistas para saber qual é o cultivar ideal para a produção de silagem na sua fazenda, tendo como foco inegociável garantir o máximo valor energético e nutricional do volumoso para o cocho.

O zootecnista Edson Poppi recomenda que para escolher a forrageira ideal para silagem com alta energia, o produtor precisa olhar a regionalização e o microclima, priorizando materiais como o milheto de alta performance produzido regionalmente.

O especialista explicou que o segredo de um volumoso de qualidade está em cascar sementes testadas no “quintal” da fazenda, garantindo alta biomassa e tolerância ao estresse hídrico do eito mato-grossense.

Confira:

O filtro do microclima: o perigo da receita pronta

O primeiro conselho técnico do zootecnista para a Sabrina é fugir de receitas prontas de balcão ou de cultivares promovidos como milagrosos. A escolha de uma planta forrageira para conservação na forma de silagem exige uma análise local rígida.

Um material que entrega alta performance e excelente valor bromatológico em uma determinada microrregião pode falhar drasticamente a apenas 200 km de distância. Pequenas mudanças na altitude, no regime de chuvas da safrinha ou na física do solo (textura arenosa ou argilosa) alteram completamente o desenvolvimento da planta.

A orientação inicial é que a Sabrina procure os consultores técnicos das empresas credenciadas que atuam diretamente em Rondonópolis, avaliando o histórico de dados e o rendimento de amido e fibra de materiais que já foram testados e validados nas propriedades vizinhas.

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A solução caseira: o potencial do milheto de Pedra Preta

Se o objetivo da pecuarista é buscar um material rústico, com velocidade de crescimento relâmpago, resistente a veranicos e com excelente entrega de valor nutricional no cocho, o especialista indicou o milheto como uma excelente opção regional:

Bem ao lado de Rondonópolis, no município vizinho de Pedra Preta (MT), está concentrada uma das produções de sementes de milheto mais qualificadas e capacitadas do Brasil.

Esse material já nasce totalmente adaptado ao clima, ao solo e às pressões de pragas do bioma mato-grossense. Além de economizar no custo do frete, a Sabrina estará inserindo na fazenda uma planta de altíssima resposta em produção de matéria seca e perfilhamento, reconhecida pela eficiência em todo o território nacional.

Garantindo o valor energético e nutricional do volumoso

Para que o milheto ou qualquer outra forrageira atinja o padrão nutricional exigido por animais de recria e engorda, Edson Poppi destaca que o planejamento agronômico deve focar no ponto ótimo de colheita.

A planta precisa produzir volume de biomassa, mas deve carregar uma boa proporção de grãos na massa ensilada, pois é o grão que fornece o amido necessário para a fermentação de qualidade no silo e a energia que o gado precisa para engordar. Escolher variedades adaptadas que resistem ao estresse hídrico da transição para a seca garante que a lavoura complete seu ciclo produtivo sem secar antes da hora, mantendo os níveis de proteína e digestibilidade em patamares de excelência.

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