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Embrapa envia novas amostras de sementes ao banco mundial na Noruega

Remessa com 24 amostras de caju, fava, amendoim, mamona e gergelim será incorporada ao Banco Mundial de Sementes de Svalbard, que reúne mais de 1,38 milhão de exemplares de 223 países

Foto: Divulgação Embrapa.
Foto: Divulgação Embrapa.

A Embrapa enviou uma nova remessa de sementes brasileiras ao Banco Mundial de Sementes de Svalbard, na Noruega. A entrega foi realizada pela presidente da instituição, Silvia Massruhá, e inclui 24 acessos de cinco culturas agrícolas: caju (2), fava (7), amendoim (4), mamona (3) e gergelim (8). Com a nova remessa, o total de materiais depositados pela empresa brasileira chega a 8.149 amostras.

O banco global, localizado na ilha de Spitsbergen, funciona como uma reserva internacional voltada à preservação da biodiversidade agrícola. O objetivo é proteger recursos genéticos diante de ameaças como mudanças climáticas, conflitos e disseminação de pragas.

Atualmente, a estrutura mantém cerca de 1,38 milhão de amostras de mais de 5 mil espécies, provenientes de 223 países e territórios.

Embrapa reforça compromisso com a segurança alimentar

Desde 2012, a Embrapa representa o Brasil no Banco Mundial de Sementes de Svalbard. Segundo a presidente da instituição, a iniciativa amplia a contribuição brasileira para a preservação dos recursos genéticos utilizados na produção de alimentos.

“Essa iniciativa representa uma salvaguarda da biodiversidade agrícola mundial e reforça o compromisso da ciência brasileira com a segurança alimentar, a preservação dos recursos genéticos e a capacidade de responder aos desafios impostos pelas mudanças climáticas. Ao levarmos para Svalbard materiais desenvolvidos no Brasil, mostramos ao mundo a relevância da nossa pesquisa agropecuária e a contribuição da Embrapa para uma agricultura cada vez mais sustentável, resiliente e inovadora”, afirma Silvia Massruhá.

A presidente esteve acompanhada do coordenador do Labex Europa, Elcio Guimarães, responsável por dar continuidade às parcerias institucionais desenvolvidas durante a agenda oficial na Noruega.

Foto: Divulgação Embrapa.
Participantes na reunião do Ministério da Agricultura da Noruega (Foto: Divulgação Embrapa).

Arroz, feijão e milho lideram os depósitos brasileiros

Segundo o pesquisador da Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia Juliano Pádua, o arroz é a cultura com maior número de acessos enviados pelo Brasil, totalizando 4.850 amostras. Na sequência aparecem o milho, com 739, e o feijão, com 514. O acervo também inclui forrageiras, frutíferas, hortaliças, espécies florestais, soja e trigo.

“A presença maciça de feijão, arroz e milho reflete a base da nossa alimentação e atende a uma das recomendações do Banco de Svalbard quanto à relevância para a segurança alimentar e a agricultura sustentável. Além disso, são culturas que apesar de não serem originárias do Brasil, são cultivadas no País há séculos e, por isso, apresentam características de rusticidade e adaptação às condições nacionais”, afirma Juliano Pádua.

As sementes entregues nesta nova remessa foram produzidas por três unidades da Embrapa: Agroindústria Tropical, Recursos Genéticos e Biotecnologia e Algodão.

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Brasil mantém um dos maiores bancos de sementes do mundo

Além da participação no banco internacional, a Embrapa mantém em Brasília (DF) o maior banco de sementes da América Latina e um dos maiores do mundo.

A estrutura conserva quase 126 mil amostras de 1.213 espécies vegetais. O material é armazenado a 18 graus Celsius negativos, em condições semelhantes às do banco norueguês.

A unidade possui capacidade para armazenar 600 mil amostras em quatro câmaras frias e conta com espaço para ampliação, o que permitirá alcançar 900 mil exemplares.

A instituição também atua na conservação de espécies animais e de microrganismos utilizados em pesquisas voltadas ao desenvolvimento de soluções tecnológicas para a agropecuária brasileira.

Embrapa amplia cooperação científica com instituições norueguesas

Foto: Divulgação Embrapa.
Foto: Divulgação Embrapa.

Durante a agenda oficial na Noruega, a Embrapa realizou reuniões com representantes dos ministérios da Agricultura e do Clima e Meio Ambiente do país, além de assinar uma carta de intenções com o Instituto Norueguês de Pesquisa em Bioeconomia (NIBIO).

O acordo prevê cooperação em áreas como nutrição animal, sanidade, agroindústria, segurança alimentar, biotecnologia, bioeconomia, sustentabilidade, florestas e uso de recursos naturais.

A programação também incluiu encontros com o Instituto Norueguês de Pesquisa em Alimentos (Nofima), o Conselho de Pesquisa da Noruega e instituições voltadas às pesquisas polares e às mudanças climáticas.

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