MERCADO GLOBAL

Brasil deve liderar produção de carne bovina em 2026, aponta USDA

País mantém posição à frente dos EUA após revisão de estimativas do órgão

Foto: Canva.
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O Brasil deve permanecer como o maior produtor mundial de carne bovina em 2026, segundo projeções do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). A estimativa foi atualizada em relatório divulgado no último dia 9 de abril.

Em 2025, o país assumiu a liderança global na produção da proteína, superando os Estados Unidos pela primeira vez.

Produção brasileira e dos EUA

Para 2026, o USDA projeta a produção brasileira em 12,370 milhões de toneladas equivalente-carcaça (tec). O volume representa aumento em relação à estimativa anterior, de 11,700 milhões de tec.

A produção dos Estados Unidos está estimada em 11,741 milhões de tec para o mesmo período.

Apesar da liderança, a oferta brasileira prevista para 2026 é menor que a registrada em 2025, quando o país produziu 12,605 milhões de tec.

Produção global recua

A produção mundial de carne bovina deve atingir 61,6 milhões de toneladas em 2026, queda de 1% na comparação anual. O recuo é atribuído à redução na oferta de países como Brasil, Estados Unidos, China, União Europeia e Austrália.

Na Austrália, a produção deve cair para 2,9 milhões de toneladas, com impacto da redução nos abates.

Em contrapartida, países como Índia, México e Nova Zelândia devem ampliar a produção.

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Exportações brasileiras

O USDA revisou para cima a estimativa de exportações do Brasil em 2026. Os embarques devem alcançar 4,275 milhões de tec.

O volume projetado é superior à previsão anterior, mas inferior ao resultado de 2025, quando o país exportou 4,380 milhões de tec.

Comércio global

As exportações globais de carne bovina devem somar 13,8 milhões de toneladas em 2026, com recuo de 1%.

“Espera-se que os fluxos comerciais globais sofram uma reestruturação significativa, uma vez que a China, o maior importador mundial, implementa uma série de cotas tarifárias que limitarão suas importações, principalmente do Brasil e da Austrália”, diz o relatório.

Entre os países exportadores, a Argentina deve elevar os embarques para 800 mil toneladas. O México também deve ampliar as vendas externas, com aumento previsto de 23%.

Importações e cenário dos EUA

A China deve reduzir as importações de carne bovina em 13% em 2026. Já os Estados Unidos devem ampliar as compras externas em 6%.

A produção norte-americana deve recuar, influenciada pela menor oferta de animais para confinamento e restrições à importação de gado do México.

Segundo o USDA, esse cenário também deve impactar as exportações dos Estados Unidos.

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