SEGUNDO ICAP

Custos alimentares fecham 2025 em baixa e garantem lucro superior a R$ 1.000 por cabeça no confinamento

ICAP registra queda de até 12% nos custos em relação a 2024; margem por arroba chega a R$ 139 no Sudeste impulsionada pela supersafra de grãos

Foto: Divulgação.

O balanço consolidado de 2025 revela que os custos alimentares encerraram o ano com uma baixa histórica, permitindo que os confinadores brasileiros alcançassem margens de lucro recordes.

Segundo o Índice de Custo Alimentar da Ponta (ICAP), a combinação de grãos baratos e arroba valorizada transformou o “boi de cocho” no grande destaque financeiro do ano passado.

O cenário para a pecuária intensiva em 2025 foi um dos mais favoráveis da história recente. Mesmo com leves oscilações mensais em dezembro no Centro-Oeste, os custos estruturais permaneceram bem abaixo dos níveis registrados em 2024. O segredo dessa rentabilidade foi a alta disponibilidade de insumos e coprodutos, que permitiram ao pecuarista formular dietas mais baratas e eficientes.

Confira:

Comparativo de custos: Centro-Oeste vs. Sudeste

A queda nos preços dos insumos foi sentida em todo o país, mas com intensidades diferentes devido à logística de grãos. No Centro-Oeste, o ICAP de 2025 foi 12% menor que o de 2024. A proximidade com as áreas de produção de milho e soja favoreceu a região.

Já no Sudeste, o índice fechou 3,84% abaixo do ano anterior, atingindo em dezembro o seu menor patamar anual na região.

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O peso da nutrição e a supersafra

O fator determinante para esse movimento foi a supersafra de grãos. Com milho e soja em abundância, os preços recuaram.

Além disso, a oferta agressiva de coprodutos industriais foi o grande diferencial estratégico. Insumos competitivos, como o DDG (resíduo de milho da indústria de etanol), polpa cítrica, bagaço de cana e caroço de algodão entraram na dieta com preços extremamente atrativos.

Margens e lucratividade recorde

A conta fechou com “chave de ouro” para o confinador. Quando comparamos o lucro por cabeça com dezembro de 2024, o salto é impressionante. No Centro-Oeste, o lucro por cabeça avançou 83%, com uma margem estimada de R$ 124 por arroba e lucro médio superior a R$ 1.000,00 por animal.

Já no Sudeste, o lucro cresceu 38%, alcançando uma margem de R$ 139 por arroba, resultando em um lucro estimado de R$ 1.127,00 por cabeça.

As perspectivas para este ano continuam animadoras. Com o estoque de grãos ainda elevado e a demanda por carne bovina aquecida, o pecuarista começa 2026 motivado a apostar novamente no confinamento como ferramenta de terminação estratégica e maximização de lucros.

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