
A abundância de pastagens no Brasil pode esconder uma armadilha perigosa: o desperdício de pasto. Muitos produtores têm mais capim do que gado, o que resulta em um manejo ineficiente e custos desnecessários. Assista ao vídeo abaixo e confira.
Para evitar esse erro comum, o médico-veterinário Ernesto Coser explica como a cerca elétrica pode se tornar uma grande aliada na pecuária.
Este foi o tema abordado no terceiro episódio da série “Mitos & Verdades: Cerca Elétrica”, apresentado semanalmente no programa Giro do Boi.
O especialista reforça que, para obter resultados econômicos positivos, é essencial utilizar ferramentas que garantam precisão no manejo das pastagens.
Por que ocorre desperdício de pasto?
Coser compara a realidade brasileira com a da Nova Zelândia, país reconhecido por aproveitar ao máximo suas limitadas áreas de pastagem.
Lá, fazendeiros medem com precisão a quantidade de capim disponível e o consumo diário dos animais.
“No Brasil, a abundância e o tamanho das propriedades acabam levando ao desperdício. Perto do bebedouro, o pasto está rapado; no fundo do piquete, sobra capim passado. Isso é dinheiro jogado fora”, alerta o especialista.
Como a cerca elétrica evita o desperdício?
Segundo o veterinário, a cerca elétrica permite o manejo preciso dos animais e das pastagens. Com baixo custo e instalação simples, é possível reduzir drasticamente o desperdício e aumentar o aproveitamento da forragem.
Vantagens destacadas por Coser:
- Baixo custo de instalação: Uma cerca convencional custa entre R$ 15 mil e R$ 20 mil por quilômetro. Já a cerca elétrica fixa básica, com três fios, pode custar muito menos, pois permite maior espaçamento entre postes e pode ser instalada com mão de obra da própria fazenda.
- Parcelas menores, manejo mais eficiente: Parcelas menores permitem melhor controle do pastejo, evitando áreas subutilizadas ou degradadas.
- Versatilidade no manejo: Com a cerca elétrica móvel, é possível ajustar rapidamente a pressão de pastejo conforme o objetivo do pecuarista:
- Para desempenho máximo, o gado consome apenas o terço inicial das plantas.
- Para equilibrar oferta e demanda, o ideal é consumir cerca de 50%.
- Para corrigir excesso de talo e estimular a renovação das folhas, aumenta-se a pressão para forçar o consumo até mais próximo do solo.
- Para desempenho máximo, o gado consome apenas o terço inicial das plantas.
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Benefícios adicionais da cerca elétrica no manejo inteligente:
Além de evitar desperdícios, a cerca elétrica proporciona:
- Melhor distribuição do esterco e da urina, especialmente se combinada a bebedouros móveis.
- Maior autonomia para o produtor decidir sobre estratégias de pastejo.
- Economia com suplementos alimentares, reduzindo custos gerais da produção.
“Com a cerca elétrica, o poder passa para as mãos do pecuarista. É ele quem escolhe como e quando seus animais vão pastar. Essa precisão traz economia direta para o bolso”, enfatiza Coser.
Conclusão: dominar a cerca elétrica é lucrar mais
O especialista encerra destacando que produtores que dominam essa tecnologia não têm desculpas para perder pasto. A cerca elétrica é sinônimo de eficiência produtiva e econômica.
“Quem domina a cerca elétrica está proibido de perder pasto”, conclui Ernesto Coser.
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