SAGA MARAGOGIPE

Os segredos de produzir garrotes de 13 meses e 23,5@ são as vacas!

A Maragogipe investe há 25 anos na seleção genética para alcançar resultados extraordinários. Assista ao vídeo abaixo e confira

Os segredos de produzir garrotes de 13 meses e 23,5@ são as vacas!
Os segredos de produzir garrotes de 13 meses e 23,5@ são as vacas!

A pecuária de alta performance tem um segredo fundamental: a qualidade da matriz. Esse é o diferencial da Agropecuária Maragogipe, referência nacional em melhoramento genético, que consegue produzir garrotes de 13 meses com 23,5 arrobas e rendimento de carcaça próximo a 60%. Assista ao vídeo abaixo e confira.

Em entrevista ao Giro do Boi, Luiz Fernando Boveda, médico-veterinário e consultor da Maragogipe, e Lucas Marques, diretor de operações da fazenda, explicaram como a seleção rigorosa das matrizes ao longo de 25 anos permitiu alcançar esse nível de produtividade.

A base do sucesso está na fêmea

O rebanho da Maragogipe começou a ser formado em parceria com o Programa DeltaGen, trazendo para o plantel touros consagrados que impulsionaram a genética do Nelore.

Desde então, o foco foi monitorar cada detalhe das matrizes, considerando critérios como:

Fertilidade – Fêmeas precisam emprenhar e parir bezerros saudáveis todos os anos;
Habilidade materna – A capacidade de nutrir e proteger o bezerro desde o nascimento;
Longevidade produtiva – Matrizes que permanecem no rebanho por várias estações de monta;
Eficiência alimentar e ganho de peso da progênie – Bezerros que atingem o peso ideal para abate com precocidade.

Na Maragogipe, a seleção das fêmeas é impiedosa: qualquer vaca que falhe nesses critérios é descartada e substituída.

Superprecocidade: um novo patamar de exigência

Nos últimos anos, o padrão de exigência aumentou ainda mais. Agora, a fazenda prioriza matrizes superprecoces, ou seja, novilhas inseminadas entre 12 e 14 meses. Essa estratégia antecipa a vida reprodutiva dos animais e maximiza a produtividade ao longo dos anos.

Os resultados impressionam: na primeira IATF (Inseminação Artificial em Tempo Fixo), 63% das fêmeas emprenham já na primeira tentativa.

Esse índice é um reflexo da genética refinada e do manejo preciso, garantindo um rebanho cada vez mais produtivo e rentável.

Controle total do rebanho, do nascimento ao abate

A Maragogipe acompanha 100% do desempenho dos seus animais até o frigorífico. O objetivo é avaliar cada carcaça abatida e entender quais ajustes podem ser feitos para continuar elevando os padrões de qualidade.

Além disso, todo o rebanho é genotipado desde 2017, permitindo um controle detalhado sobre a genética, desempenho e potencial produtivo dos animais.

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Genética: um pilar inegociável da produtividade

Lote de novilhos Angus da fazenda Maragogipe. Foto: Divulgação
Lote de novilhos Angus da fazenda Maragogipe. Foto: Divulgação

A fazenda não acredita em resultados ao acaso. O uso de touros superiores e fêmeas geneticamente provadas é um dos pilares do negócio. Segundo Lucas Marques, a genética tem um papel crucial:

“Se pegarmos o mesmo sêmen usado aqui e aplicarmos em uma vacada comercial sem melhoramento, não teremos os mesmos resultados. A base genética faz toda a diferença.”

O resultado dessa estratégia? A Maragogipe já conquistou 10 títulos consecutivos no Concurso Nacional de Carcaça da Associação Brasileira de Angus, reforçando a qualidade superior do gado que produz.

A pecuária de precisão exige tempo e estratégia

Vacas Nelore com bezerros Angus ao pé. Foto: Acervo Maragogipe
Vacas Nelore com bezerros Angus ao pé. Foto: Acervo Maragogipe

Se existe um aprendizado a ser tirado da saga Maragogipe, é que resultados expressivos não acontecem do dia para a noite. O trabalho de seleção, monitoramento e aprimoramento genético exige anos de dedicação.

A fazenda segue erguendo o sarrafo e se desafiando a cada nova safra. O próximo passo? Aprimorar ainda mais a precocidade sexual e a eficiência produtiva das matrizes, garantindo que cada nova geração supere a anterior.

Com essa visão de longo prazo, a Maragogipe prova que a pecuária moderna e lucrativa começa na escolha da fêmea certa.

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