
A cerca elétrica pode ser a chave para levar a gestão dos pastos da sua fazenda a um novo patamar de eficiência e produtividade. Assista ao vídeo abaixo e confira.
Essa foi a principal mensagem do médico-veterinário Ernesto Coser, especialista em manejo de pastagens e um dos maiores estudiosos do assunto no Brasil, na estreia do novo quadro “Mitos & Verdades: Cerca Elétrica”, exibido nesta sexta-feira (4) no programa Giro do Boi.
Com uma série de 12 episódios, que será apresentada todas as sextas-feiras, a atração promete quebrar paradigmas e mostrar como a tecnologia pode revolucionar o manejo pecuário, trazendo dicas práticas para aproveitar ao máximo o potencial da fazenda.
Cerca elétrica: ferramenta simples, efeito poderoso

A cerca elétrica não é novidade, mas ainda é subutilizada no Brasil. Sua origem vem da Nova Zelândia, país que enfrenta condições climáticas extremas e altos custos de produção.
Por lá, os produtores conseguiram maximizar a produção de forragem ao transformar o pasto em uma espécie de “silagem viva”, controlando o pastejo dos animais com precisão diária.
“Lá, eles dão quilos de pasto por lote por dia, como se cortassem fatias de silagem. E isso só é possível com o uso eficiente da cerca elétrica”, explicou Coser.
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Manejo inteligente e menos desperdício

No Brasil, ainda se utilizam grandes piquetes com pastejo desordenado, o que leva à degradação da pastagem próxima ao bebedouro e ao subaproveitamento da área mais distante.
A cerca elétrica permite dividir melhor os piquetes, controlando o tempo de permanência dos animais, ajustando o momento ideal de entrada e saída em cada área e evitando a superexploração de partes do pasto.
“Se o animal fica muito tempo em um mesmo piquete, ele vai preferir o capim novo perto do cocho e do bebedouro, e vai deixar o fundo do pasto passar do ponto”, ressaltou o especialista.
Aplicações que vão além do boi
A versatilidade da cerca elétrica também surpreende. Na Nova Zelândia, ela é usada até com carneiros, caprinos e vacas de leite, animais mais difíceis de conter.
Segundo Coser, a tecnologia funciona quando bem dimensionada, com atenção especial ao aterramento, tensão e monitoramento do sistema.
No Brasil, ainda há preconceito e desinformação que precisam ser superados.
“Não é que o carneiro neozelandês aguenta mais choque. É que lá a tecnologia é dominada e respeitada. Aqui ainda falta conhecimento e aplicação correta”, afirma Coser.
Série para quem quer tirar o máximo do seu pasto
Nos próximos episódios, o quadro “Mitos & Verdades: Cerca Elétrica” vai detalhar como instalar corretamente a ferramenta, os custos de implantação, os erros mais comuns e como evitá-los, além de mostrar casos de sucesso no Brasil e no mundo.
A proposta é clara: ajudar o pecuarista a transformar pasto em produtividade, reduzindo desperdícios, melhorando o ganho de peso do rebanho e protegendo lavouras e cercas com mais inteligência e baixo custo.
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