75 TONELADAS POR HECTARE!

Sorgão gigante é o “seguro baixo custo” para alimentar os superprecoces na seca

Confira mais um capítulo da lida de trabalho do médico-veterinário Edmundo Rocha Vilela pecuarista, dono das fazendas Flamboyant e Lageado, e sócio-fundador da Lageado Biotecnologia e Pecuária

Sorgo gigante boliviano é o “seguro baixo custo” para alimentar os superprecoces na seca
Sorgo gigante boliviano é o “seguro baixo custo” para alimentar os superprecoces na seca

Em uma era onde a eficiência da produção agropecuária é crucial para manter a competitividade no mercado global, as inovações em técnicas de manejo e alimentação do gado destacam-se como pilares para o sucesso. Uma dessas inovações, o uso do sorgão gigante em consórcio com braquiárias para a produção de silagem, vem transformando a pecuária, oferecendo soluções sustentáveis e eficazes para o desafio da alimentação animal, principalmente nos períodos mais críticos do ano. Assista ao vídeo abaixo e confira.

Segundo Edmundo Rocha Vilela, pecuarista e sócio-fundador da Lageado Biotecnologia e Pecuária, esse método tem demonstrado resultados impressionantes.

O panorama da Fazenda Flamboyant era desolador no verão de 2017-2018, quando um evento ainda não completamente esclarecido resultou na morte completa do pasto.

A necessidade urgente de encontrar uma solução viável para a produção de volumoso em solo arenoso, que pudesse garantir sustentação alimentar durante o ano todo, inclusive na seca, levou Edmundo a considerar o sorgo gigante como uma alternativa promissora.

Produção extraordinária e manejo inteligente

Com produção chegando a colher impressionantes 75 toneladas por hectare, o sorgão gigante não só promoveu uma recuperação notável da área de pastagem, como também assegurou produtividade constante ao longo de todo o ano.

Para Edmundo, a silagem dessa variedade de sorgo apresentou-se como o “seguro baixo custo” para a sustentação alimentar do rebanho, desviando do conceito tradicional de lotação limitada pela capacidade de suporte na seca.

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Um modelo de inversão de conceitos

Ao optar pelo sorgo gigante, a equipe da Lageado Biotecnologia e Pecuária, liderada pelo agrônomo Jean Marcos Tomás, determinou estratégias de manejo do solo e seleção de capins para o consórcio, visando maximizar a eficiência produtiva e a saúde do solo.

A capacidade do sorgo de prosperar em solos arenosos, com menos exigência hídrica e alta tolerância a solos ácidos, além de seu poderoso retorno produtivo, reforça a praticidade desta opção em solos menos férteis.

Vantagens além da produção

Além dos benefícios produtivos, a estratégia de consorciar o sorgo gigante com brachiárias trouxe outras vantagens fundamentais como a melhoria das condições do solo após o corte, favorecendo uma rápida recuperação e um subsequente aumento na fertilidade do solo para cultivos futuros.

Isso resulta em um sistema de produção equilibrado, sustentável e altamente rentável, que não apenas alimenta, mas também preserva e enriquece a terra.

Integrando inovação à tradição

A decisão de tratar o pasto como uma lavoura, adotando práticas agronômicas avançadas e opções de cultivo inovadoras, como o sorgo gigante, ilustra uma mudança paradigmática na pecuária.

Este modelo de consórcio para a produção de silagem não só garante a sustentação nutricional dos animais superprecoces, mas também estabelece um novo padrão de manejo voltado para a sustentabilidade e eficiência.

Assim, a agropecuária supera um de seus maiores desafios: manter produtividade e qualidade durante todas as estações, reafirmando o papel crítico da inovação para o futuro da pecuária brasileira.