
Em entrevista ao Giro do Boi, o presidente da Friboi e do conselho da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec), Renato Costa, defendeu que a sustentabilidade da pecuária brasileira deve ser comunicada com base científica, combatendo a imagem negativa com fatos concretos sobre a produção nacional.
Ele afirmou que 2025 foi um ano crucial para debater o tema, culminando na COP 30, e enxerga 2026 como um ano de grandes oportunidades para o pecuarista que investe em tecnologia e qualidade.
Confira:
Sustentabilidade baseada em ciência e COP 30
A ABIEC encomendou um estudo à FGV para comprovar o modelo brasileiro, apresentando as seguintes conclusões na COP 30:
- Captura de carbono: o capim, quando manejado corretamente, captura uma enorme quantidade de carbono, com raízes que chegam a ter até 3 metros de profundidade.
- Modelos sustentáveis: o Brasil utiliza modelos avançados como a rotação de cultura, a Integração Lavoura-Pecuária (ILP) e a Integração Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF).
- Produtividade é sustentabilidade: produzir mais (mais arrobas por hectare) com manejo correto é, por definição, mais sustentável.
“Fomos muito bem recebidos. Saímos como setor vitoriosos com uma outra visão sobre a pecuária brasileira, baseada em ciência e não em “achismo”, disse Costa.
A Friboi também foi reconhecida na COP pelos seus Escritórios Verdes, que auxiliam o produtor pequeno e médio na regularização fundiária e ambiental (como o preenchimento do CAR), facilitando a inclusão de mais de 8.000 fornecedores que antes estavam impedidos por não conformidades.
Acompanhe todas as atualizações do site do Giro do Boi! Clique aqui e siga o Giro do Boi pela plataforma Google News. Ela te avisa quando tiver um conteúdo novo no portal. Acesse lá e fique sempre atualizado sobre tudo que você precisa saber sobre pecuária de corte!
Perspectivas para 2026: genética e mercados

Renato Costa vê 2026 como um ano de muita oportunidade, impulsionado pelo potencial do Brasil em produzir alimento e pelo selo de livre de febre aftosa sem vacinação (obtido em 2025), que abre as portas de mercados como Japão e Coreia do Sul.
O sucesso depende do investimento em três pilares:
- Genética: é crucial usar sêmen certificado (Nelore ou cruzamento) e não o “boi bonito da boiada” como touro, pois a genética estudada gera 3 a 5 arrobas a mais no mesmo animal.
- Nutrição: explorar o potencial do DDG (coproduto da indústria do milho) para o ruminante.
- Qualidade e preço: acreditar que a qualidade e a produção certa (com assistência técnica competente) garantem o melhor valor. “Nós acreditamos no nosso negócio… confiamos no trabalho que a gente faz e no potencial que o Brasil tem como um todo. Continuem contando com a Friboi, que cada dia mais está no nosso DNA fazer melhor para ir sim fazer mais e compartilhar com o produtor como um todo”, afirmou Renato Costa, presidente da Friboi.
News Giro do Boi no Zap!
Quer receber o que foi destaque no Giro do Boi direto no seu WhatsApp? Clique aqui e entre na comunidade News do Giro do Boi 2.