COMPORTAMENTO DO ICAP

Novembro registra queda no custo da diária de confinamento; saiba mais

ICAP aponta que custos caíram 16,74% no Centro-Oeste em relação a 2024; lucro por animal supera R$ 930 por cabeça, consolidando o melhor ano para a pecuária intensiva

Foto: Reprodução/Giro do Boi.
Foto: Reprodução/Giro do Boi.

O Índice de Custo Alimentar Ponta (ICAP) de novembro de 2025, divulgado pela Ponta Agro, confirma uma tendência de alta competitividade na pecuária intensiva brasileira.

Impulsionada pela supersafra de grãos e pela maior oferta de coprodutos, a atividade registra um dos anos com custos nutricionais historicamente baixos e, consequentemente, margens robustas.

A média nacional do custo por arroba permanece altamente competitiva, permitindo que os produtores atinjam lucros superiores a R$ 930 por cabeça nas principais regiões produtoras do país. Esse cenário favorável reflete a estabilidade cambial e o aumento da oferta de insumos.

Desempenho regional: queda no Centro-Oeste

O comportamento do ICAP em novembro de 2025 variou regionalmente. No Centro-Oeste, o índice caiu 2,64% em relação a outubro, fechando em R$ 12,53 (por unidade de matéria seca). A redução reflete o aumento da oferta de grãos e coprodutos, somada à melhor logística pós-colheita.

Já o Sudeste registrou leve alta, subindo para R$ 12,28. O impacto foi causado por menor disponibilidade regional de milho, fretes mais caros e reajustes em insumos proteicos.

Na comparação com novembro de 2024, os custos nutricionais caíram expressivamente 16,74% no Centro-Oeste e 1,21% no Sudeste, confirmando que 2025 é estruturalmente mais barato para o confinamento.

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Fatores de custo e terminação

Apesar da leve pressão de alta no Sudeste, o custo da dieta se manteve favorável, especialmente no Centro-Oeste. Por lá, os custos com alimentos volumosos caíram 11,77% no trimestre. A dieta de terminação encerrou o período a R$ 1.097,51 por tonelada de matéria seca, com retração de 26,38% na silagem de milho e 22,14% na silagem de capim.

No Sudeste, a dieta de terminação chegou a R$ 1.160,81 por tonelada de matéria seca. O aumento foi puxado por silagem de milho (+7,29%) e caroço de algodão (+5,77%).

O cenário favorável deve-se à supersafra de milho e soja, que ampliou a disponibilidade interna de grãos e coprodutos (DDG, polpa cítrica e bagaço de cana), e à menor volatilidade cambial, que trouxe previsibilidade.

Margens de lucro e bonificações

Com base no ICAP de novembro, o custo estimado por arroba produzida foi de R$ 183,88 no Centro-Oeste e de R$ 194,93 no Sudeste.

Esses níveis garantem margens acima de R$ 930 por animal, considerando apenas o preço de balcão do boi gordo. O relatório ainda destaca que as bonificações pagas pelos frigoríficos, especialmente em programas como o Boi China (com diferencial de R$ 5,00 a R$ 7,50 por arroba), representam uma oportunidade real de ampliar ainda mais esses ganhos em um ano de custos controlados.

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