GENÉTICA BOVINA

Index Asbia: exportações de sêmen de corte crescem 13% no 1º semestre do ano

Confira os detalhes sobre as tendências do mercado de genética bovina na entrevista com o Nelson Eduardo Ziehlsdorff, diretor-presidente da Associação Brasileira de Inseminação Artificial (Asbia)

O Index Asbia do primeiro semestre de 2023 destacou a grande força das exportações de corte. O crescimento foi de 13% na comparação entre o 1º semestre do ano e o mesmo período do ano passado. Assista ao vídeo abaixo e confira.

Quem explorou este assunto foi o executivo Nelson Eduardo Ziehlsdorff, diretor-presidente da Associação Brasileira de Inseminação Artificial (Asbia).

A entidade divulgou recentemente o Index Asbia, um relatório repleto de dados estatísticos sobre o mercado de genética bovina brasileira, referente ao primeiro trimestre de 2023.

O estudo, elaborado em parceria com o Centro de Estudos em Economia Aplicada (Cepea), chama a atenção para o impressionante crescimento das exportações de sêmen bovino destinado à produção de carne.

O relatório destacou que países vizinhos, como Bolívia, Paraguai e Colômbia, estão demonstrando um crescente interesse pela genética bovina de corte brasileira.

Isso sinaliza um promissor avanço na evolução das raças tropicais, como o Nelore, que têm demonstrado, de forma gradual, um grande potencial para a produção de carne em quantidade e qualidade.

Sêmen de bovinos com aptidão para corte em destaque

Bactéria na semente da pastagem aumenta produtividade em até 10%
Bovinos a pasto. Foto: Wenderson Araujo/CNA

No primeiro semestre de 2023, o Brasil importou 2,3 milhões de doses de sêmen bovino, enquanto a produção nacional girou em torno de 8,3 milhões.

Surpreendentemente, as vendas para consumidores finais representaram 9,2 milhões de doses de sêmen. As exportações de material genético destinado à pecuária leiteira e de corte, somadas, atingiram a marca de aproximadamente 408 mil doses.

Além disso, cerca de 953 mil doses foram fornecidas por meio do modelo de prestação de serviço, que envolve a coleta e industrialização da genética de animais próprios pelos pecuaristas.

Genética bovina com aptidão para leite

Vacas leiteiras se alimentando com ração no cocho. Foto: Reprodução
Vacas leiteiras se alimentando no cocho. Foto: Reprodução

O levantamento do Cepea revela um aumento de 4,2% na importação de material genético de bovinos com aptidão para atividades leiteiras durante os primeiros seis meses de 2023, em comparação com o mesmo período de 2022.

Esse crescimento se traduz em um incremento de 66 mil doses oriundas de outros países.

Além disso, as vendas para consumidores finais também apresentaram um cenário positivo, à medida que produtores adquiriram doses para reprodução e aprimoramento de seus rebanhos próprios.

A produção total de material genético de bovinos com aptidão para atividades leiteiras ultrapassou a marca de 1 milhão de doses. Adicionalmente, foram enviadas 197 mil doses desse tipo para outros países.

Em contratos de prestação de serviços, 11 mil doses foram entregues, enquanto produtores que se enquadram como clientes finais receberam um total de 2,7 milhões de doses.