Com a chegada do outono, a seca já dá sinais de retorno, especialmente nas regiões de pecuária extensiva do Brasil. Se não houver preparo, os prejuízos com perda de peso dos animais e queda na produção de leite podem ser altos. Mas a boa notícia é que com planejamento e manejo correto, é possível enfrentar esse período com tranquilidade. Assista ao vídeo abaixo e confira.
No quadro “A Protagonista” do programa Giro do Boi, exibido nesta terça-feira (25), a zootecnista e especialista em gado de corte Ana Virgínia trouxe orientações valiosas sobre como preparar a fazenda para o período seco.
Ela é gerente de fazenda há mais de 15 anos e atua em diferentes estados do país, sendo hoje uma referência feminina no agro.
Conheça sua fazenda: o primeiro passo para enfrentar a seca
Segundo Ana Virgínia, o primeiro cuidado é conhecer profundamente a propriedade. Isso inclui:
- Avaliar a quantidade e qualidade da pastagem disponível;
- Observar a condição dos animais e suas exigências nutricionais;
- Verificar a infraestrutura da fazenda, como silos e divisões de pasto.
“A gente só consegue atingir os objetivos se tiver dados concretos. O ideal é andar pela propriedade e entender onde estamos e para onde queremos ir”, destaca a especialista.
Planejamento com um ano de antecedência
A preparação ideal deve começar com até um ano de antecedência. Isso porque a produção de forragem ou a compra de insumos exige planejamento.
Exemplos de estratégias:
- Silagem própria: exige plantio, insumos, mão de obra qualificada e estrutura para armazenagem;
- Compra de silagem: pode ser feita mais perto da seca, mas exige planejamento financeiro;
- Diferimento de pastagem: técnica que reserva áreas de capim no fim das águas para serem usadas na seca.
“Tudo depende do objetivo da fazenda. Se for produzir silagem, é necessário planejar com bastante antecedência. Já o diferimento pode ser feito no fim da estação chuvosa”, explica Ana.
Cuidar da seca é proteger a rentabilidade
Sem alimento adequado, os animais perdem peso, há impacto na reprodução, queda na produção de leite e o produtor pode ter aumento nos custos com suplementação emergencial.
Por isso, a seca precisa ser encarada como um desafio anual recorrente, que pode ser mitigado com:
- Planejamento alimentar estruturado
- Reserva estratégica de forragem
- Capacitação da equipe para execução dos manejos
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A protagonista que inspira outras mulheres no agro
Ana Virgínia nasceu em Uberaba (MG) e mesmo sem ligação familiar com o campo, decidiu seguir a paixão pelo agro.
Formada em Zootecnia pela FAZU e especialista em nutrição de ruminantes, hoje ela gerencia fazendas em diferentes estados e se tornou uma inspiração para outras mulheres no setor.
“Escolhi estar no agronegócio e com muito esforço conquistei cada espaço”, afirma com orgulho.
Conclusão: a seca não pode ser surpresa
A seca é inevitável, mas os impactos dela não precisam ser. Com conhecimento da propriedade, planejamento com antecedência e estratégias adequadas, é possível garantir que a produção continue e que os prejuízos sejam evitados.
A mensagem final da protagonista Ana Virgínia é clara: “Tudo começa com planejamento”. E quanto antes ele começar, maior a chance de sucesso no enfrentamento da estiagem. Para se inteirar mais sobre as histórias inspiradoras clique aqui e acesse o site do projeto A Protagonista.
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