
Um gado magro com 500 kg aos 17 meses não é mais ficção na pecuária brasileira. É resultado de um planejamento nutricional preciso, aliado à genética de ponta e manejo técnico. Assista ao vídeo abaixo e confira.
A dieta utilizada no projeto da JB Agropecuária, comandado pelo empresário Jorge Biasi em Novo Horizonte (SP), foi tema de destaque no Giro do Boi desta quinta-feira (3), em entrevista com o médico-veterinário Rodrigo Frigoni, da Alta Genetics, e Antônio “Totonho” Neto, gerente da fazenda.
Dieta com alto teor proteico desde a desmama
A base do sucesso está no início: desde a desmama, os bezerros recebem uma ração com até 22% de proteína. A oferta começa com cerca de 1 kg por dia, podendo chegar a 2 kg conforme o animal evolui na recria.
“A proteína é essencial na formação de fibra muscular. Nosso foco é fazer o animal crescer, desenvolver carcaça, para depois engordar”, explicou Totonho.
Esse cuidado garante que os animais cheguem ao confinamento com alto peso corporal e prontos para o acabamento final, otimizando o ganho de peso e a conversão alimentar.
Confinamento com ingredientes nobres
No confinamento, a exigência da fazenda é clara: nada de subproduto ou ração de segunda linha na dieta do gado.
“Trabalhamos com farelo de soja, farelo de amendoim, DDG e milho em abundância. No acabamento, usamos gordura protegida como cereja do bolo para garantir rendimento e qualidade”, disse Totonho.
O resultado dessa combinação é um gado que performa com excelência, entregando peso, rendimento e acabamento precoce.
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Resultados que impressionam
Recentemente, um lote de animais foi abatido aos 16 e 17 meses com 26 arrobas. Segundo Totonho, um grupo cruzado de Brangus com Brahman registrou ganho médio de 1,7 kg/dia em 156 dias de cocho, um número considerado extraordinário.
“É um absurdo o que esse gado entrega. Em apenas 12 meses, fizemos um lote com média de 26@. É o reflexo direto da genética e da nutrição bem-feita desde o início”, afirmou.
Rigor, acompanhamento e equipe técnica
A JB Agropecuária conta com consultoria nutricional especializada, e controle rigoroso de todos os dados produtivos. Cada animal é monitorado desde a recria até o abate.
A fazenda ainda marca os pais dos bezerros na paleta, garantindo rastreabilidade e avaliação constante da performance genética e nutricional.
Oportunidade de conhecer o sistema de perto
A fazenda já realizou dias de campo e pode voltar a abrir as porteiras para visitas técnicas. Totonho reforçou o convite:
“Estamos abertos para receber quem quiser conhecer. Em maio e junho, os crioulos estão no cocho, é hora de ver de perto o que muitos ainda duvidam.”
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