
No quinto episódio da série “Tecnologia e Inovação”, o consultor Antônio Chaker revela como a Fazenda Inteligente deixou de ser um conceito futurista para se tornar uma realidade lucrativa em 2026.
O uso de robôs e sensores está revolucionando a pecuária, permitindo que processos rotineiros — como a troca de pasto e a verificação de bebedouros — sejam automatizados, garantindo precisão, economia de mão de obra e um salto no bem-estar animal.
Confira:
Manejo robotizado de pastagem
A grande inovação apresentada por Chaker é o uso de robôs que automatizam o sistema de pastejo rotacionado. O gado, que preza pela rotina, responde positivamente à precisão das máquinas.
Pequenos robôs são programados para suspender a cerca elétrica em horários exatos. Antes do movimento, o equipamento emite um apito sonoro que os animais rapidamente associam à oferta de capim fresco.
A mudança frequente e pontual de piquete estimula uma maior ingestão de forragem. Além disso, a previsibilidade do manejo torna o rebanho mais manso, o que melhora a conversão alimentar e o ganho de peso.
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Bebedouros inteligentes e monitoramento de água
Em uma Fazenda Inteligente, o monitoramento da água — o nutriente mais importante para o gado — é feito à distância, eliminando a necessidade de rondas manuais exaustivas apenas para conferir níveis de reservatórios.
Através de sensores, o produtor visualiza em tempo real, via aplicativo, se os bebedouros estão cheios ou vazios. O sistema detecta imediatamente vazamentos ou boias travadas, enviando alertas ao gestor. Tecnologias modernas já monitoram se a água está limpa, garantindo que o desempenho do animal não seja prejudicado por contaminações.
Conectividade via “rede LoRa”
Para viabilizar esses sensores em áreas remotas onde não há sinal de internet celular, a Fazenda Inteligente utiliza a rede LoRa (Long Range). Os equipamentos “conversam” entre si através de sinais de rádio de longo alcance e baixo consumo de energia.
As informações saltam de sensor em sensor até a sede da fazenda, onde são enviadas para a nuvem. Isso permite a gestão de dados em tempo real, mesmo nos pastos mais distantes.
A tecnologia não veio para substituir o homem, mas para transformar o peão em um gestor de dados. Com sensores cuidando do monitoramento rotineiro, a equipe ganha tempo para focar na estratégia de pastagem e no cuidado individualizado com os animais. “Inovação não é apenas tecnologia, é o que você faz com os dados que ela te entrega”, resume Chaker.
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