A recente redução na vacinação dos rebanhos após o fim da obrigatoriedade contra a febre aftosa tem gerado preocupações sérias no setor pecuário. O alerta foi emitido pelo Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Saúde Animal (SINDAN) e reforçado por especialistas, como Evandro Oliveira, gerente de produtos da Vetoquinol Saúde Animal. Segundo Oliveira, o problema vai além da febre aftosa e pode comprometer a saúde geral dos rebanhos, afetando diretamente a produtividade. Assista ao vídeo abaixo e confira a entrevista completa.
Com o fim da obrigatoriedade de vacinação contra a febre aftosa, muitos pecuaristas deixaram de seguir protocolos sanitários importantes.
“O pecuarista costumava aproveitar as duas idas anuais ao curral para imunizar o gado contra diversas outras enfermidades, mas isso não está mais ocorrendo”, afirma Evandro.
Essa prática diminuída preocupa especialistas, pois outras doenças podem se espalhar rapidamente sem o controle adequado, colocando em risco o desempenho econômico da fazenda e a qualidade do rebanho.
O impacto vai além da saúde animal. Evandro destacou que, sem uma gestão sanitária eficiente, os rebanhos podem sofrer quedas na produtividade, resultando em menores rendimentos para os pecuaristas. A sanidade animal representa cerca de 3% dos custos operacionais de uma fazenda, e é essencial manter um protocolo preventivo bem estabelecido.
A importância da sanidade para a produtividade
Em entrevista ao programa Giro do Boi, Evandro reforçou a importância de manter a sanidade como um dos pilares fundamentais da pecuária de alta performance.
“A genética, a nutrição e a sanidade são três pontos críticos para qualquer operação de sucesso”, disse ele.
Negligenciar a saúde dos animais pode anular os investimentos em nutrição e genética, já que um animal doente não alcança seu potencial máximo.
O uso adequado de produtos de saúde animal, como vermífugos e endectocidas, é uma das recomendações da Vetoquinol para melhorar a performance dos rebanhos. Evandro destacou a importância de utilizar produtos corretos para cada desafio enfrentado pela propriedade, como controle de parasitas, o que garante maior eficiência e retorno para o pecuarista.
Sanidade x meio ambiente
Outro ponto destacado na entrevista foi o impacto positivo que a manutenção da saúde do rebanho pode ter no meio ambiente. Emílio Salani, vice-presidente executivo do SINDAN, comentou que a saúde animal adequada pode reduzir as emissões de gases de efeito estufa em até 113%.
Isso demonstra que, além de ser uma questão de lucratividade, o cuidado com o rebanho está diretamente relacionado ao bem-estar ambiental.
A Vetoquinol tem investido em tecnologias de ponta, como a linha de produtos parasiticidas, que inclui soluções eficazes contra vermes e ectoparasitas, além de promover o bem-estar animal com resultados que refletem na balança do pecuarista. O uso correto de tais produtos pode, inclusive, gerar resultados expressivos, como 18 quilos adicionais por animal, conforme testes realizados pela empresa.
Alerta para o futuro
O alerta final de Evandro foi direto: “O pecuarista precisa se atentar à importância de manter um protocolo sanitário eficiente, principalmente agora que a obrigatoriedade da vacinação contra a febre aftosa não é mais vigente”.
A saúde do rebanho, o controle de parasitas e o uso adequado de produtos são fatores determinantes para garantir a lucratividade e evitar perdas.
Ele também reforçou que o uso de tecnologia, como os brincos de controle de parasitas, pode trazer resultados muito expressivos, especialmente no período das águas, quando a incidência de parasitas aumenta.
O conselho de Evandro para os pecuaristas é claro: “Fazer uma gestão sanitária ao longo do ano, com a aplicação correta e no tempo certo dos produtos, é fundamental para garantir a produtividade e a saúde dos rebanhos”.
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