SANIDADE ANIMAL

Botulismo bovino: entenda os sintomas deste mal pode matar o gado em até 24 horas

Doença é causada ingestão de toxinas produzidas pela bactéria Clostridium botulinum

O botulismo bovino é uma doença silenciosa que ameaça o gado de corte em todo o mundo. Sabia que a doença pode matar o gado em até 24 horas?

Neste artigo, exploraremos o que é essa enfermidade, seus sintomas, origem, consequências, tratamento, prevenção e os impactos econômicos que gera.

O que é o botulismo bovino?

Técnicos veterinários avaliando bovino em área de pasto. Foto: Divulgação/Boehringer Ingelheim
Técnicos veterinários avaliando bovino em área de pasto. Foto: Divulgação/Boehringer Ingelheim

O botulismo bovino é uma intoxicação causada pela ingestão de toxinas produzidas pela bactéria Clostridium botulinum.

Esta bactéria é encontrada no solo e pode contaminar alimentos, água ou até mesmo forragem consumida pelo gado.

A bactéria libera toxinas no ambiente anaeróbico do trato gastrointestinal do gado. Isso pode ocorrer quando o gado ingere alimentos ou água contaminados, como feno mofado, restos de alimentos em decomposição ou água estagnada.

Sintomas e consequências da doença no gado

Detalhes de bovinos de corte. Foto: Divulgação

Os sintomas do botulismo bovino geralmente aparecem de 12 a 36 horas após a ingestão da toxina. Os animais infectados podem apresentar os seguintes sintomas:

  • Letargia
  • Falta de coordenação motora
  • Dificuldade respiratória
  • Paralisia

Em alguns casos, a doença pode ser fatal, podendo levar à morte do animal em até 72 horas. Embora, em casos graves, o botulismo bovino pode causar a morte do animal em até 24 horas.

A toxina botulínica é uma neurotoxina que afeta o sistema nervoso, causando paralisia muscular. Os animais infectados podem apresentar dificuldade respiratória e paralisia, o que pode levar à morte por asfixia.

No entanto, a maioria dos animais desenvolve sintomas leves ou moderados e pode se recuperar com tratamento.

Tratamento para o botulismo bovino

Veterinários cuidando de bezerro na fazenda. Foto: Divulgação

O tratamento para o botulismo bovino é baseado no suporte ao animal, com a administração de antitoxina botulínica e cuidados de suporte, como alimentação enteral e ventilação mecânica.

O tratamento do botulismo bovino é desafiador e muitas vezes envolve a administração de antitoxinas específicas.

A recuperação completa nem sempre é garantida, especialmente em casos graves.

Prevenção é a chave para o controle do botulismo

Técnica agropecuária em trabalho no campo. Foto: Divulgação

A prevenção é fundamental na luta contra o botulismo bovino. Aqui estão algumas medidas eficazes:

  1. Vacinação: A vacinação é a principal forma de prevenção. Vacinas que contêm toxinas inativadas ajudam a proteger o gado contra os tipos mais comuns de Clostridium botulinum.
  2. Alimentação adequada: Evite alimentar o gado com alimentos contaminados, como feno mofado. Armazenar corretamente os alimentos também é essencial.
  3. Higiene da água: Mantenha as fontes de água limpas e evite que fiquem estagnadas.

Impacto econômico da doença

Bovinos em área de pastagem. Foto: Reprodução

O botulismo bovino tem sérios impactos econômicos na pecuária. No Brasil, estima-se que as perdas causadas por essa doença alcancem milhões de reais anualmente.

Em todo o mundo, os prejuízos são ainda mais significativos.

De acordo com a Embrapa, o botulismo bovino causa prejuízos anuais de R$ 100 milhões ao setor pecuário brasileiro. Isso inclui despesas com tratamento, perda de animais e redução na produtividade.

De acordo com a Organização Mundial de Saúde Animal (OIE), o botulismo bovino é uma das principais causas de perda econômica na pecuária em todo o mundo. Estima-se que a doença cause prejuízos anuais de US$ 1 bilhão ao setor.

Um desafio contínuo para a sanidade animal

Manejo de bovinos em área do curral na fazenda. Foto: Reprodução

O controle do botulismo bovino é um desafio constante para a indústria pecuária. A vacinação regular e boas práticas de manejo são essenciais para mitigar os riscos.

Além disso, a pesquisa continua a desempenhar um papel fundamental na busca por métodos mais eficazes de prevenção e tratamento.

A prevenção por meio da vacinação e boas práticas de manejo é a chave para controlar essa doença. Com esforços contínuos, podemos proteger nosso gado de corte e garantir a saúde e a prosperidade da indústria pecuária.

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