CAPIM DE “FÓRMULA 1”

Adubação de pastagem: quando vale a pena investir?

Confira as dicas de adubação do doutor em zootecnia Gustavo Rezende Siqueira, do Polo Regional de Alta Mogiana da Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios (APTA)

A adubação de pasto é uma das opções para o pecuarista turbinar a sua produção. Mas exatamente quando vale a pena pisar no acelerador e investir nela?

O tema foi destaque no Giro do Boi desta quarta-feira, 4. A reportagem do programa conversou com o doutor em zootecnia Gustavo Rezende Siqueira.

Siqueira é pesquisador do Polo Regional de Alta Mogiana da Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios (APTA). A autarquia está vinculada à Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo.

“A adubação de pastagem é mais uma ferramenta, mais uma prática onde se coloca a tecnologia dentro do seu sistema produtivo”, diz Siqueira.

Entenda a necessidade da fazenda antes de adubar!

Rebanho bovino em pastagem adubada. Foto: Divulgação
Rebanho bovino em pastagem adubada. Foto: Divulgação

No entanto, o pesquisador alerta que é preciso o pecuarista entender que a adubação, assim como a suplementação, jamais substituirá um bom manejo.

É preciso saber como está o solo da fazenda e se pasto está atingindo o teto de produtividade. O especialista faz até uma analogia do pasto com carro de Fórmula 1.

“O pecuarista está dirigindo o seu carro na velocidade máxima que se consegue nele? Se sim, então podemos pensar em turbinar esse capim”, diz Siqueira.

Mas se o pasto não está lá essa “Ferrari”?

Área com pastagem degradada em Ipameri (GO) em março de 2012. Foto: Breno Lobato/Embrapa Cerrados

Agora, se o pasto não estiver na sua velocidade máxima, a adução pode não surtir o efeito desejado.

Por isso que deve ser seguido à risca as boas práticas de manejo com o capim, para manter o pasto.

“Se o produtor não manejar bem o seu pasto e pensar em adubar seria um retrocesso. Isso porque ele pode potencializar o problema do seu manejo”, diz Siqueira. 

De olho na situação do solo

Distribuidor centrífugo de adubação a lanço em taxa variável. Foto: Álvaro Resende/Embrapa Milho e Sorgo

O alerta do pesquisador é para o pecuarista ficar cada vez mais atento à situação e às condições do solo.

“Você precisa pensar no cálcio, magnésio, potássio e o fósforo. Tudo é equilíbrio para potencializar essa adubação”, diz Siqueira.

É preciso saber quais as reais necessidades de fontes de macro e micro minerais para garantir um equilíbrio do solo.

Muito além de fontes de nitrogênio, o solo precisa de demais nutrientes para o pasto.

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